<?xml version="1.0" encoding="UTF-8"?>
<rss version="2.0"
	xmlns:content="http://purl.org/rss/1.0/modules/content/"
	xmlns:wfw="http://wellformedweb.org/CommentAPI/"
	xmlns:dc="http://purl.org/dc/elements/1.1/"
	xmlns:atom="http://www.w3.org/2005/Atom"
	xmlns:sy="http://purl.org/rss/1.0/modules/syndication/"
	xmlns:slash="http://purl.org/rss/1.0/modules/slash/"
	xmlns:georss="http://www.georss.org/georss" xmlns:geo="http://www.w3.org/2003/01/geo/wgs84_pos#" xmlns:media="http://search.yahoo.com/mrss/"
	>

<channel>
	<title>Estação das Chuvas</title>
	<atom:link href="http://estacaodaschuvas.wordpress.com/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" />
	<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com</link>
	<description>Vida e morte sob um céu cinzento.</description>
	<lastBuildDate>Sun, 01 Jan 2012 03:46:31 +0000</lastBuildDate>
	<language>pt-br</language>
	<sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod>
	<sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency>
	<generator>http://wordpress.com/</generator>
<cloud domain='estacaodaschuvas.wordpress.com' port='80' path='/?rsscloud=notify' registerProcedure='' protocol='http-post' />
<image>
		<url>http://s2.wp.com/i/buttonw-com.png</url>
		<title>Estação das Chuvas</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com</link>
	</image>
	<atom:link rel="search" type="application/opensearchdescription+xml" href="http://estacaodaschuvas.wordpress.com/osd.xml" title="Estação das Chuvas" />
	<atom:link rel='hub' href='http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?pushpress=hub'/>
		<item>
		<title>Angustia</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/12/31/angustia/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/12/31/angustia/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 Jan 2012 01:04:34 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=274</guid>
		<description><![CDATA[- Me sinto vazio. Me sinto incompleto. E isso me persegue, me assombra a cada segundo desperto. - O que te falta? - Não sei. - Você tem de saber. - Então me conte. -&#8230; - Por favor. -&#8230; - Por favor, por favor, por favor! - Não posso. Você precisa descobrir sozinho. - Mas&#8230; É [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=274&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>- Me sinto vazio. Me sinto incompleto. E isso me persegue, me assombra a cada segundo desperto.<br />
- O que te falta?<br />
- Não sei.<br />
- Você tem de saber.<br />
- Então me conte.<br />
-&#8230;<br />
- Por favor.<br />
-&#8230;<br />
- Por favor, por favor, por favor!<br />
- Não posso. Você precisa descobrir sozinho.<br />
- Mas&#8230; É tão difícil lembrar. É como tentar me recordar de quando eu nasci.<br />
- Você deveria saber.<br />
- Eu não entendo.<br />
- Como posso te ajudar dessa forma?<br />
- Mas eu não entendo!<br />
- Logo.<br />
- Me sinto vazio. Me sinto incompleto. E isso tem que parar.<br />
- Logo&#8230;</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/274/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=274&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/12/31/angustia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>0</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Negocio de Familia</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/11/02/negocio-de-familia/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/11/02/negocio-de-familia/#comments</comments>
		<pubDate>Thu, 03 Nov 2011 00:06:10 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=266</guid>
		<description><![CDATA[O negocio começou a mais ou menos uns 60 anos, com minha avó. Na época todos a chamaram de louca por vender a enorme fazenda que ela havia herdado do pai para montar esta funerária, mas ela costumava retrucar que não podia depender do mercado do café tendo que criar três filhos sozinha, e, nessa [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=266&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O negocio começou a mais ou menos uns 60 anos, com minha avó. Na época todos a chamaram de louca por vender a enorme fazenda que ela havia herdado do pai para montar esta funerária, mas ela costumava retrucar que não podia depender do mercado do café tendo que criar três filhos sozinha, e, nessa hora ela costumava abrir um sorriso sinistro, clientes nunca faltavam para este ramo. Isso é o que ela costumava contar, pelo menos. Um dia meu pai me contou que ela, em seus últimos suspiros, confessou que fez isso para ter meu avô sempre por perto. Engraçado como no fim estamos todos vivendo no legado dele.</p>
<p>Aqui tem uma foto dela na época da inauguração, ao lado do crematório. Foi o primeiro do país, sabia?</p>
<p>Meu pai foi o herdeiro depois que ela morreu, mesmo sendo o filho mais novo. Não que os outros dois não tivessem gosto pelo negocio. O problema era justamente o contrario. O tio Jonas, o mais velho, era um verdadeiro artista. Conseguia maquiar os clientes de um jeito que parecia que estava apenas dormindo. Eu mesmo vi um ou dois que ficaram até mais bonitos do que quando eram vivos. Muita gente vinha de longe e pagava caro pelos serviços dele, até mesmo ignorando os rumores que as línguas maldosas espalhavam. Meu pai me contou que o tio Jonas sempre repetia que jamais havia feito nada a nenhuma delas que elas não quisessem. A família conseguia manter a situação abafada até aparecer a prima Ligia. Tem gente que considera o nascimento dela um milagre, outros um ato do diabo, até mesmo um sinal do apocalipse. Eu lembro bem daquela noite e pelo menos o cenário dava algum credito a teoria apocalíptica. Chuva pesada, raios e trovões, parecia aquela cena do Frankenstein, aquele com o Bela Lugosi. Depois do nascimento o tio Jonas foi ficando mais retraído, nem mesmo ia para o estúdio. Depois de um tempo ele sumiu e ninguém nunca pode explicar o porquê. Ligia quando fala disso simplesmente da os ombros e diz que “A mamãe sentiu saudades.”.</p>
<p>Quanto ao tio Lucio eu prefiro te poupar dos detalhes. Esse problema resolvemos em família, como tinha de ser. As vezes, nas noites mais tranqüilas, podemos ouvir uns gritos abafados vindos da ala norte, onde enterramos ele.</p>
<p>Desse modo o negocio ficou com meu pai e depois que ele morreu passou para mim. A prima Ligia anda sempre por perto. Ela foi criada pelos meus pais, mas sempre foi mais ou menos como uma gata vadia, aparecendo só quando da na telha e sumindo sem avisar. Minha mãe passou a vida toda tentando colocar algum juízo na cabeça dela, mas sem muito sucesso. Quando ela está por perto costuma assustar as pessoas com seus olhares profundos e avisos repentinos. Não sei bem o quanto disso que ela faz é serio e o quanto é brincadeira, mas em ambos os casos não se poderia esperar nada diferente de alguém que sempre esteve mais do lado de lá do que de cá.</p>
<p>E essa é a historia do nosso negocio e é o que você precisa ouvir no seu primeiro dia aqui. Talvez seu bisavô tenha algo mais para te contar e se ele te encontrar ouça atentamente tudo que ele te dizer.</p>
<p>No fim nós estamos vivendo o legado dele.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/266/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=266&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/11/02/negocio-de-familia/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Perfeição</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/10/10/perfeicao/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/10/10/perfeicao/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 11 Oct 2011 00:55:08 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=261</guid>
		<description><![CDATA[A noite está perfeita. A lua cheia pairando acima de umas poucas nuvens que enfeitam o céu, a musica suave saindo da pequena lanchonete na esquina, os casais abraçados enquanto andam tranquilamente pelas ruas&#8230; Tudo perfeito. Ironicamente a única coisa que destoa desse clima sou eu, andando de um lado para o outro na frente [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=261&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A noite está perfeita.</p>
<p>A lua cheia pairando acima de umas poucas nuvens que enfeitam o céu, a musica suave saindo da pequena lanchonete na esquina, os casais abraçados enquanto andam tranquilamente pelas ruas&#8230; Tudo perfeito.</p>
<p>Ironicamente a única coisa que destoa desse clima sou eu, andando de um lado para o outro na frente da entrada do cinema como um vira-latas na frente de um açougue. Tudo isso porque a condução demorou mais do que eu esperava. Bem que dizem que o diabo está nos detalhes&#8230;</p>
<p>Até pensei em entrar no meio da sessão, mas não, melhor não. Alem do mais duvido que eu conseguisse prestar alguma atenção ao filme com ela lá dentro. Tento então me distrair enquanto espero pelo final do filme, mas meus pensamentos sempre acabam escorregando de volta para ela. E não poderia ser diferente. Como eu poderia afastar da minha mente uma criatura tão linda, divina, perfeita? Como eu sequer poderia cogitar esquecer, por um instante que seja, de sua pele macia como seda, seus olhos brilhantes como jóias, seus lábios finos que se abriam em sorrisos que mais parecem uma visão do paraíso&#8230; Enfim, a perfeição em forma de mulher.</p>
<p>Fico então pensando no que dizer quando a encontrar na saída da seção. Fingir que estava passando por ali e a encontrei por acaso? Não, muito manjado. Puxar conversa comentando sobre o filme? Eu olho pro cartaz ao lado da bilheteria e vejo que é um filme com algum titulo inelegível, dinamarquês provavelmente, em uma seção de arte. Dificilmente algo que eu possa deduzir um enredo, e mesmo que eu pudesse deve haver tão pouca gente lá dentro que com certeza ela saberia que eu não vi o filme. E é claro que eu não deveria tentar enganar ela, afinal de contas eu a amo. E também ela não é burra. Com os seus óculos de aros grossos de intelectual e gosto para filmes de arte ela com certeza deve ser mais inteligente do que eu.</p>
<p>Não, não, não. Estou pensando da maneira errada. Deveria ser sincero, pois é assim que se faz com quem se ama. Sim, direi que me atrasei. Talvez uma surpresa para compensar&#8230; Flores! Sim, toda mulher adora flores, e ela não deve ser diferente. Não que eu esteja dizendo que ele é igual as outras, longe disso, pois desde a primeira vez que eu a vi percebi como ela era especial, mas existem certas coisas que são inerentes a alma feminina. É parte de sua natureza, de seu charme, sua perfeição.</p>
<p>Fico me perguntando o que escolher. Rosas? Não, muito clichê. Girassóis? Muito chamativos. Jasmins? Nossa relação vai mais alem disso&#8230; Narcisos. Perfeitos para ocasião. Eu pago o florista e volto ao meu ponto de espera, me inebriando com o perfume das flores e cantarolando uma musica do Sinatra que estava tocando na lanchonete próxima, e então vejo o pequeno grupo de espectadores sair do cinema. Timming perfeito, assim como tudo mais nessa noite.</p>
<p>Lá está ela, vindo na minha direção. Eu sorrio e estendo as flores pra ela, que passa direto, como se nem me conhecesse. Por que ela faz isso? Ela sabe que eu odeio esses joguinhos, tem que saber. Tudo bem, eu a amo então deixo passar. Eu a sigo, esperando que a brincadeira acabe, mas ela parece seguir cada vez mais rápido, como se estivesse fugindo de mim pelas ruas agora vazias. Por que insistir com isso? Será que ela não percebe o quanto me machuca me tratar assim?<br />
Ela com certeza deve estar querendo brincar comigo, então eu entro na brincadeira também. Corto caminho por um beco próximo e a surpreendo alguns quarteirões a frente. Eu a puxo para dentro do beco. A puxo pelos cabelos, com tanta força que ela cai no chão. Sim, eu sei que isso dói, mas isso é amor. E o amor machuca. Eu estendo as flores para ela, mas ela começa a gritar. Porque tanto empenho em estragar a perfeição desse momento? Não posso permitir que ela faça isso. Eu rapidamente a agarro e coloco lenço com clorofórmio em cima do rosto dela, que fica se debatendo, tentado se libertar dos meus braços. Por que elas sempre fazem isso? Por que nunca aceitam que pertencem a mim? Não importa agora, porque lentamente ela percebe a verdade e se entrega sem resistir mais, assim como as outras. Agora ela está deitada, ainda mais linda sob a luz desse belo luar nessa noite perfeita, e é toda minha. Sua pele, seus cabelos, seus olhos, seu coração&#8230; Tudo pertencem a mim. Para sempre.</p>
<p>E isso é perfeito.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/261/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=261&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/10/10/perfeicao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Bravata</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/09/05/bravata/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/09/05/bravata/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 06 Sep 2011 02:20:27 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=257</guid>
		<description><![CDATA[Não, eu nunca a amei. Mesmo apesar de tudo, ela foi só algo que veio sem aviso, como uma daquelas chuvas de verão que inundam metade de uma cidade, e o seu efeito na minha vida foi igualmente calamitoso. Paixão? Não nego. Fui arrebatado desde o primeiro momento em que a vi. Ela com seus [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=257&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Não, eu nunca a amei.</p>
<p>Mesmo apesar de tudo, ela foi só algo que veio sem aviso, como uma daquelas chuvas de verão que inundam metade de uma cidade, e o seu efeito na minha vida foi igualmente calamitoso.</p>
<p>Paixão? Não nego. Fui arrebatado desde o primeiro momento em que a vi. Ela com seus olhos profundos, que pareciam estrelas recém saídas do céu.</p>
<p>Mas nunca a amei.</p>
<p>Então o tempo passou e a paixão já não queimava com a intensidade de antes e eu a fui perdendo aos poucos. A cada dia ela ficava mais distante e eu podia ver seu interesse por mim ir lentamente se esvaindo de seus olhos, até que finalmente ela se foi. Simples assim. Me pergunto como eu posso não ter previsto um final tão obvio.</p>
<p>Hoje nada é como era antes e dificilmente voltará a ser. As musicas não tem mais a mesma graça, os dias não têm mais o mesmo calor, nem ao menos comida tem mais o mesmo gosto. E as vezes me pego sorrindo ao me lembrar dela.</p>
<p>Meu único conforto é me agarrar a uma bravata que nem mesmo eu consigo acreditar: Eu nunca a amei.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/257/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=257&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/09/05/bravata/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Tarde Qualquer</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/23/tarde-qualquer/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/23/tarde-qualquer/#comments</comments>
		<pubDate>Tue, 23 Aug 2011 03:01:50 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=255</guid>
		<description><![CDATA[Ela se senta pesadamente à pequena mesa na cozinha de sua casa, suspirando pesadamente de cansaço. O dia havia sido longo e a dias que as dores nas costas a estavam matando, mas este seu pequeno ritual de repouso, um pouco de chá enquanto observava o sol se pondo atrás de seu belo jardim, fazia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=255&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Ela se senta pesadamente à pequena mesa na cozinha de sua casa, suspirando pesadamente de cansaço. O dia havia sido longo e a dias que as dores nas costas a estavam matando, mas este seu pequeno ritual de repouso, um pouco de chá enquanto observava o sol se pondo atrás de seu belo jardim, fazia com que a vida de algum modo parecesse melhor do que era.</p>
<p>A porta dos fundos se abre.</p>
<p>Ela o vê entrar pela porta aberta, andando com o cuidado de quem se aventura na caverna de um urso, e observa, com um choque profundo e inesperado, o quão diferente ele está. A perturba principalmente o olhar que ele lhe dirige, tão frio como o de um cadáver olhando para seu assassino, não mais cheio daquela inocência que a encantava tanto.</p>
<p>- Então você veio mesmo. – Ela fala, sorrindo cordialmente para esconder a insegurança – Pode se sentar. Quer chá?</p>
<p>Ele puxa uma cadeira e se senta de frente para ela, deixando a mesa e ainda algum espaço entre os dois, ela nota, então puxa um caderninho do bolso, rapidamente rabisca algumas palavras e o entrega.</p>
<p>- “Eu nunca gostei desse troço. Achei que se lembraria.” – Ela lê em voz alta e então responde – Lembro sim. Só que tanta coisa está diferente que eu achei melhor perguntar.</p>
<p>“E quem podemos culpar por isso?”, ele escreve em resposta.</p>
<p>- Desculpa&#8230; – Ela fala, olhando fixamente para a imensa cicatriz que cruza o pescoço dele.</p>
<p>Ele sorri, balançando a cabeça do mesmo modo que alguém que acabou de ouvir uma criança de cinco anos de idade dizer que o cachorro comeu seu dever de casa, e então escreve “Claro. Isso com certeza resolve tudo. Devemos agora nos abraçar e tomar chá com torradas enquanto vemos juntos a novela das seis?”.</p>
<p>- Não precisa ser cínico. – Ela responde, visivelmente ofendida – Eu só queria dizer realmente sinto muito. E que eu fui sincera quando disse que te amava.</p>
<p>Novamente ele a fulmina com um olhar gélido. Ela tenta encará-lo, mas acaba sucumbindo e desviando o olhar.</p>
<p>- Só faça logo o que você veio fazer aqui. – Ela diz, olhando para baixo – Antes que o meu marido chegue. Eu mereço o que quer que seja, mas não quero que ele se envolva nisso.</p>
<p>“Não se preocupe”, ele escreve, “ele não vai chegar tão cedo.”.</p>
<p>- O que você fez com ele? – Ela pergunta, exaltada, enquanto ele lhe passa a resposta – “Nada.” Como assim nada?</p>
<p>Ele sorri novamente e então escreve “Pode ligar para ele se quiser. Mas ponha no viva voz. E nada de gracinhas.”.</p>
<p>Quando ele lê, ele saca sua pistola e a coloca sobre a mesa, bem próxima a sua mão.</p>
<p>Ela disca rapidamente o numero, e então coloca o aparelho em cima da mesa.</p>
<p>- Alô, querida? – Diz o marido do outro lado da linha.</p>
<p>- Oi amor. – Ela fala – Tudo bem com você? Estou ligando para saber se você vai demorar.</p>
<p>- Tenho más noticias, querida. – Responde o marido – Roubaram o meu carro hoje. Agora vou ter que ficar aqui preenchendo a papelada da ocorrência na delegacia. Vou acabar me atrasando um bocado.</p>
<p>- Nossa! E esta tudo bem com você? Te machucaram? – Ela pergunta, fingindo surpresa enquanto ele sorri de satisfação do outro lado da mesa.</p>
<p>- Não, foi só o carro. – Fala o marido – Eu estava no trabalho quando levaram. Sorte que nunca deixo nada lá. Agora eu preciso desligar, querida. Te amo.</p>
<p>- Também te amo. – Ela fala antes de desligar e se voltar para ele – Muito esperto. Usou o carro dele para passa pela segurança do condomínio, não foi? Sempre disse para o meu marido que aquele fumê todo não era boa idéia, mas ele me ouve?</p>
<p>Ele escreve “Quem diria, logo você vivendo como dona de casa dondoca, em condomínio fechado, passando o dia só esperando o maridinho para o jantar.”.</p>
<p>- Não é assim. Eu trabalho também, ora. Pago minhas contas e ajudo na casa. Só que agora eu estou de licença. – Ela fala, se mexendo um pouco para mostrar a ele grande barriga de gravidez – Por hora estou cuidando dessa mocinha em tempo integral.</p>
<p>Ele levanta, com a arma em punho, para perto dela.</p>
<p>- Uma pena que não vou poder ver essa pequena crescendo. – Ela fala enquanto acaricia a barriga, mal contendo as lagrimas.</p>
<p>Ele, por sua vez, entrega para ela outro papel, onde está escrito “Não vou te matar.”.</p>
<p>Ela então sorri, aliviada, deixando suas lagrimas de alegria correrem até perceber que mais uma vez ele a encara com o seu olhar frio como uma lapide de mármore. Ele encosta a arma na barriga dela e então tira de seu bolso uma folha de papel, já amarelada e com escrita gasta, onde está escrito:</p>
<p>“Agora estamos quites.”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/255/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=255&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/23/tarde-qualquer/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>4</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Neon</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/17/neon/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/17/neon/#comments</comments>
		<pubDate>Wed, 17 Aug 2011 05:14:46 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=252</guid>
		<description><![CDATA[A chuva caia sobre a cidade, abafando a infernal cacofonia urbana com seu gentil ruído que, para Fernando, lembrava a estática do antigo radio de seu avô. Em outro tempo isso o teria feito sorrir, mas agora apenas o perturbava ainda mais. Não gostava daquilo que via abaixo de si, uma cidade que mais parecia [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=252&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>A chuva caia sobre a cidade, abafando a infernal cacofonia urbana com seu gentil ruído que, para Fernando, lembrava a estática do antigo radio de seu avô. Em outro tempo isso o teria feito sorrir, mas agora apenas o perturbava ainda mais.</p>
<p>Não gostava daquilo que via abaixo de si, uma cidade que mais parecia um monstro de metal, com suas veias brilhando continuamente com os faróis dos carros e seus neurônios de neon pulsando freneticamente com milhões de terabytes por segundo, enquanto em meio a isso tudo se escondia&#8230; Não, não havia nada de certo ali. E Fernando sabia que também não havia nada de certo consigo mesmo.</p>
<p>Apenas a chuva destoava desta aquarela de erros, belamente idêntica a cada uma de suas memórias. Ele fechou os olhos, determinado a esquecer de tudo, nem que fosse por um instante, e apenas sentir a sensação da chuva escorrendo pelo seu rosto.</p>
<p>Não adiantava. Nunca adiantava.</p>
<p>Sua mente se inundava com memórias de dias felizes em campinas verdes e belos jardins. Felicidade em seu estado mais puro, como Fernando havia sempre imaginado. Como não deveria existir nesse mundo.</p>
<p>E de fato, nunca existiu.</p>
<p>Nem precisava dos resultados dos testes para dizer que todas aquelas memórias eram falsas. Seus pensamentos bastavam, alarmando-o sobre os males daquele mundo onde o metal impuro devorava a carne dos homens e o guiando para a construir um mundo novo e perfeito, puro, sobre a carcaça corrupta daquele antro de impurezas. Fernando percebeu a muito que não passava de uma marionete sendo guiada para um nefasto fim. E ainda assim continuava.</p>
<p>Fernando ouve a cidade abaixo rugir como uma besta mortalmente ferida, seus nervos luminosos brilhando uma ultima vez como supernovas antes de se apagarem para sempre.</p>
<p>E ali, contemplando a escuridão e o caos que havia criado, Fernando estranhamente se sentiu em paz. Ele finalmente havia encontrado seu lugar.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/252/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=252&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/08/17/neon/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>A Verdadeira História da Morte de Tony Felucci</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/07/01/a-verdadeira-historia-da-morte-de-tony-felucci/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/07/01/a-verdadeira-historia-da-morte-de-tony-felucci/#comments</comments>
		<pubDate>Fri, 01 Jul 2011 05:04:18 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=250</guid>
		<description><![CDATA[Tenho certeza que todos vocês ouviram várias histórias sobre a morte do famigerado Tony Felucci. Bem, esqueçam elas. Todas mentiras deslavadas. Veja a mais comentada, por exemplo, que diz que a policia fez uma queima de arquivo. Saiu até no jornal. Completa bobagem. A única coisa de que podemos acusar os tiras é de terem [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=250&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Tenho certeza que todos vocês ouviram várias histórias sobre a morte do famigerado Tony Felucci. Bem, esqueçam elas. Todas mentiras deslavadas. Veja a mais comentada, por exemplo, que diz que a policia fez uma queima de arquivo. Saiu até no jornal. Completa bobagem. A única coisa de que podemos acusar os tiras é de terem sido tão incompetentes que é bem capaz de eles terem inventado essa versão para não virarem piada. Onde já se viu deixar uma testemunha em potencial, somente acompanhado por um guardazinho rodoviário, em uma cabine de pedágio?</p>
<p>Não, também não foram os japoneses. Nem os chicanos, ou os colombianos, russos, vietnamitas&#8230; Enfim, nenhuma das milhares de máfias e gangues que infestam aquela cidade. Não por falta de vontade claro. Porque antes de qualquer coisa, o Tony era um escroto. Inclusive profissionalmente. O esquema era o seguinte: Todo mundo na cidade sabia que os italianos, que serviam a família Felucci, eram poderosos o suficiente para esmagar todos os outros criminosos em um raio de 200 km, juntos. Tony Felucci era o filho mais novo do chefão da família, Giacomo Felucci, e, como o bom playboy mimado que era, vivia arrumando confusão pela cidade, principalmente com os outros grupos de marginais. Ele comia e bebia de graça, roubava mulheres e dinheiro, quebrava bares&#8230; E se alguém resolvesse dar um corretivo que ele merecia, no outro dia os italianos chegavam com toda sua força e exigiam uma compensação pelos danos ao “herdeiro”. Assim, em pouco tempo metade das gangues da cidade estavam devendo aos italianos. E ninguém, claro, tinha coragem para dar um jeito em definitivo no desgraçado. Isso até o Dorinho chegar.</p>
<p>Alagoano de Inhapí, pistoleiro desde menino, Dorinho é to tipo do sujeito com quem você não puxa briga mesmo se nunca ouviu falar do Sertão. Ele estava hospedado comigo a pedido do patrão dele, um deputado lá do Brasil, que pediu para que eu escondesse ele até a poeira baixar por lá. Ele passou quase um mês por aqui sem maiores incidentes, até a noite em que Tony Felucci foi ao meu estabelecimento procurando confusão. Em uma noite normal ele ia encher o saco por uns quinze minutos, ganhar umas rodadas de bebidas de graça, talvez uma garota, e se mandar. Mas ai ele quis justamente pegar a mulher que Dorinho tinha escolhido pra noite. Antes que eu pudesse reagir o playboy já estava no chão com dois dentes quebrados e uma peixeira apontada para o pescoço. Só com muito esforço eu consegui convencer Dorinho a não sangrar o moleque ali no meio do salão. Tony aproveitou a brecha que teve, mas não sem antes prometer que no outro dia Dorinho ia dormir com os peixes e meu estabelecimento ia ser só cinzas. Essa foi gota d’água. Dorinho ficou louco, revoltado em sofrer ameaças de um “boyzinho com jeito de viado”, perdeu a cabeça e resolveu resolver o problema a moda do Sertão, ou seja, na bala. Depois de me arrancar o endereço da mansão dos Felucci, e ignorar todos os meus pedidos para desistir dessa loucura, ele saiu desembestado pela noite.</p>
<p>Depois disso encerrei a noite, dispensei as meninas e passei o resto da madrugada em claro, já tentando bolar um jeito da dizer para o deputado que o jagunço de confiança dele tinha morrido, quando Dorinho entrou pela porta, todo coberto de sangue e bufando de raiva feito um possuído. Você deve ter visto nos jornais. Eles chamaram de “O Massacre da Mansão da Máfia”. 37 mortos, todos eles bandidos perigosos e bem armados.  Na hora eu também achei difícil de acreditar, mas pode apostar que ele fez isso tudo sozinho. Assim, em uma noite só todos os cabeças do maior sindicato do crime da cidade estavam mortos. Todos menos Tony Felucci. Pois ele, como sempre fazia depois de levar a pior na noite, foi afogar as mágoas em um clube de strip uns 30 km do centro, praticamente fora da cidade.  Dorinho estava furioso por não ter matado ele, e eu louco para que a merda jogada no ventilador não respingasse em mim. Em tempo recorde eu consegui um carro frio e parti com o Dorinho rumo ao México, depois de usar toda minha macheza acumulada nos meus tempos de retirante para convencer ele a desistir de caçar o playboy. Enquanto isso um policial rodoviário parou o carro do Tony por excesso de velocidade e quando viu quem era que ele tinha detido avisou imediatamente a central, que mandou ele ficar onde estava que os reforços estavam a caminho. Foi ai que nós vimos eles.</p>
<p>Eu mal tive tempo de processar a pergunta quando Dorinho disse “Cabra, tu dá muito valor a esse carro?”. Sorte que eu não dava, porque antes de eu sequer esboçar uma resposta ele jogou o carro para cima da cabine de pedágio onde estavam o guarda e Tony Felucci. Por sorte o policial ficou desacordado, mas vivo. O Tony também sobreviveu, mas depois da batida Dorinho saiu calmamente, apontou o seu .38 para a cabeça do moleque e disse as ultimas palavras que Tony Felucci ouviu nesse mundo:</p>
<p>“Avise pro cão que tu mexeu com o cabra errado, seu baitôla!”.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/250/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=250&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/07/01/a-verdadeira-historia-da-morte-de-tony-felucci/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>1</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Possessão</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/06/04/possessao/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/06/04/possessao/#comments</comments>
		<pubDate>Sat, 04 Jun 2011 14:11:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=238</guid>
		<description><![CDATA[Por que você não me olha nos olhos, querida? Seria tão mais fácil. Mas não&#8230; Tem que fazer do jeito mais difícil. Quanta crueldade. Você diz que eu morri, simples assim. Eu sorrio com essa sua ingenuidade. Devo confessar que isso foi algo que sempre me encantou em você. Mas nada na vida é tão [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=238&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Por que você não me olha nos olhos, querida? Seria tão mais fácil. Mas não&#8230; Tem que fazer do jeito mais difícil.</p>
<p>Quanta crueldade.</p>
<p>Você diz que eu morri, simples assim. Eu sorrio com essa sua ingenuidade. Devo confessar que isso foi algo que sempre me encantou em você. Mas nada na vida é tão fácil, querida. E agora cá estamos nós, eu andando a sua volta enquanto você finge me ignorar com seu luto imaginário.</p>
<p>Mas como fomos chegar nesse ponto?</p>
<p>De certo não foi culpa minha. Nunca lhe cedi nada, nem sequer promessas, e ainda assim você me deu tudo de si. Seus sorrisos e caricias. Seu jardim e seus lençóis. Seu corpo e sua alma. Como eu poderia recusar? De tudo eu tomei posse. E por um tempo foi bom, não foi, querida?</p>
<p>Mas então o tempo, como sempre faz, passou.</p>
<p>E o silencio de sempre se tornou insuportável, te fazendo me querer definhado, morto, como uma sombra se esvanecendo em algum canto distante. E para quê isso tudo, querida? Apenas para uma vã tentativa de reaver para si aquilo que é minha posse. Ora, querida, como eu poderia devolver um presente tão precioso como esse?</p>
<p>Mas bem, eu lhe conheço o suficiente para saber quando é inútil discutir. Se você insiste tanto em minha morte, tudo bem, eu a possuo assim, como um fantasma, te observando silenciosamente enquanto você se dedica aos meus ritos fúnebres. E não tem problema se você não chorar.</p>
<p><a title="Em Suma" href="http://amor-tecedor.blogspot.com/2011/04/em-suma.html">Todas as suas lagrimas</a> já me pertencem.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/238/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=238&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/06/04/possessao/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>O Preço</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/05/30/o-preco/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/05/30/o-preco/#comments</comments>
		<pubDate>Mon, 30 May 2011 19:04:11 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=234</guid>
		<description><![CDATA[“O lugar é aqui.”, nos disse o velho, quando finalmente chegamos ao oásis. Aquele era um local pitoresco mesmo para mim, que já havia me acostumado com as maravilhas escondidas pelas areias do grande deserto. Tratava-se de uma grande fonte natural ladeada por ruínas, que mesmo em seu estado atual atestavam a grandeza que um [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=234&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>“O lugar é aqui.”, nos disse o velho, quando finalmente chegamos ao oásis.</p>
<p>Aquele era um local pitoresco mesmo para mim, que já havia me acostumado com as maravilhas escondidas pelas areias do grande deserto. Tratava-se de uma grande fonte natural ladeada por ruínas, que mesmo em seu estado atual atestavam a grandeza que um dia se ergueu por ali. Era realmente o lugar ideal para uma caravana como a nossa descansar, com água farta e as muralhas de pedra negra oferecendo abrigo para as intempéries do deserto. Ainda assim havia algo de ruim no ar, um sentimento opressivo que deixava os homens inquietos e os animais, cujos instintos são muito mais apurados que os nossos, apavorados. O velho, nosso líder, apenas maneava a cabeça, como se já esperasse por isso tudo. Mais tarde ele reuniu todos em volta da fogueira e disse:</p>
<p>“Muitos de vocês estão temerosos sobre esse lugar, alguns até sussurrando sobre qualquer maldição que possa cair sobre nós. Eu lhes digo que não precisam temer. Não existe nada aqui que possa nos trazer mais mal do que uma noite mal dormida.”</p>
<p>“Mas então o que há nestas ruínas, ó venerável?”, eu perguntei, vocalizando a duvida de todos, “Pois os estão arredios e assustados e mesmo nós, homens corajosos que vivem sobre a graça do senhor, sentimos a garra fria do medo apertando nossos corações.”</p>
<p>Ao ouvir isso o velho sorriu e se levantou para mais perto do fogo e pôs-se a contar a história daquelas ruínas:</p>
<p>“Em uma época antiga, quando as lendas ainda andavam lado a lado com os homens mortais, este lugar era uma grande cidade, tão rica e bela que era chamada de a jóia do mundo. Esta cidade tinha um rei, um grande governante, que fora responsável por torná-la tão gloriosa. Fora ele que, liderando das linhas de frente, libertara seu povo do jugo dos salteadores. Fora ele que cimentara a aliança com os grandes reis-feiticeiros das terras do sul. E fora sob seu comando que foram erguidas todas as edificações e muralhas feitas com mármore branco mais puro. E foi assim por muitos anos, uma longa era dourada que parecia não ter fim</p>
<p>Até que a desgraça caiu sobre o lar do rei. Uma terrível doença se abateu sobre sua rainha, condenando-a a uma morte lenta e agonizante. O rei entrou em desespero, pois sua rainha era a única coisa que ele amava mais do que sua cidade. Em busca de uma solução ele se trancou em suas torres, buscando uma salvação entre os pergaminhos trazidos do sul com o afinco que apenas um homem desesperado pode ter. E foi com os conhecimentos proibidos dos feiticeiros que o rei desenvolveu seu plano.</p>
<p>Em uma noite sem lua, seguindo a risca os ritos sombrios da magia mais negra, o rei sacrificou seus dez filhos, esperando assim trazer para sua presença aquele que ameaçava levar sua amada.</p>
<p>- Isso, meu caro rei, foi absolutamente desnecessário. – Disse Ele, parecendo surgir do nada.</p>
<p>- Não, Sombra do Mundo, estas serão as ultimas almas que tu levarás de minha casa real. – Respondeu o rei – Pois sacrificando sangue de meu sangue para esta terra eu cemento minha autoridade! Meu mandato divino agora é absoluto! E com isso proclamo as vidas de minha casa real intocáveis por ti! E enquanto estiver dentro de minhas fronteiras tu obedeceras!</p>
<p>- Como quiseres, ó grande rei&#8230; – Ele disse, fazendo uma teatral mesura antes de desaparecer.</p>
<p>Assim o rei retornou para cuidar de sua amada rainha, que como esperado não morria. Entretanto, sua doença não se curava e a afligia cada vez mais, ao ponto de não haver dia onde ela não implorasse aos berros pela morte. E fora das câmaras reais o povo da cidade vivia inquieto, pois rumores corriam sobre a loucura do rei, que havia assassinado seus filhos e torturava sua rainha com uma terrível magia, que havia transformado o branco do mármore da cidade em negro. Revoltas eram constantes e os conselheiros que tentavam alertar o rei sobre isso eram executados. Os inimigos da cidade, pois não há como homem ou pais conseguir riquezas e gloria sem atrair muitos inimigos, se aproveitaram dessa fraqueza e atacaram.</p>
<p>Nem quando sua cidade queimava e seu povo era massacrado nas ruas o rei saiu do lado do leito de sua rainha. E ali, em meio aos berros vindos da rua, ela se levantou de seu leito. O rei, alheio a desgraça que se abatia sobre seus domínios, rejubilou-se e a abraçou. No entanto, apesar de estar fisicamente recuperada, a rainha já não era a mesma. A agonia indizível a afundara em uma loucura completa e ela atacou o rei com a fúria dos insanos. Rasgou-lhe a carne e esmigalhou seus ossos com as próprias mãos, deixando-o como uma ruína irreconhecível antes de partir.</p>
<p>Na manhã seguinte, quando tudo que restava da outrora jóia do mundo eram ruínas de pedras negras, o rei, agora mal podendo ser reconhecido como humano e esmagado pelos destroços de sua torre, fitou uma figura conhecida.</p>
<p>- Finalmente viestes, ó sombra do mundo. – Disse o rei – Vem e me liberta desta agonia!</p>
<p>- Sim, rei, eu vim, mas não foi por ti. – Ele respondeu – Pois não fostes tu quem decretou que enquanto estiver dentro de suas fronteiras tua casa real é intocável por mim? Pois agora não há nada que eu possa fazer por ti, ó grande rei.</p>
<p>O rei, com seu corpo destruído e encarcerado pode apenas urrar um lamento agonizante enquanto Ele se afastava. Assim, dizem que até hoje o rei se encontra aqui, preso nas ruínas de sua cidade, tentando em vão escapar de sua agonia.”</p>
<p>“E é por isso que poucos são os viajantes que usam este oásis.”, continuou o velho, “Agora descansem, pois nossa viagem amanhã será longa.”.</p>
<p>Assim nós nos retiramos pela noite. Os homens e os animais logo dormiam, mas eu passei aquela noite em claro, ouvindo o vento que trazia com ele lamentos de uma agonia indizível.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/234/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=234&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/05/30/o-preco/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>2</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
		<item>
		<title>Estrada</title>
		<link>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/04/30/estrada/</link>
		<comments>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/04/30/estrada/#comments</comments>
		<pubDate>Sun, 01 May 2011 02:15:19 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Marden</dc:creator>
				<category><![CDATA[Uncategorized]]></category>

		<guid isPermaLink="false">http://estacaodaschuvas.wordpress.com/?p=229</guid>
		<description><![CDATA[O vento faz um barulho fantasmagórico enquanto passa pelos canaviais que cercam aquele trecho da estrada, onde jaz parado um carro com suas sinaleiras piscando em um ritmo frenético, dando uma iluminação surreal aquela noite sem lua. Lucia anda loucamente ao redor de seu carro, respirando fundo e tragando seu terceiro cigarro seguido em uma [...]<img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=229&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>O vento faz um barulho fantasmagórico enquanto passa pelos canaviais que cercam aquele trecho da estrada, onde jaz parado um carro com suas sinaleiras piscando em um ritmo frenético, dando uma iluminação surreal aquela noite sem lua. Lucia anda loucamente ao redor de seu carro, respirando fundo e tragando seu terceiro cigarro seguido em uma vã tentativa de se acalmar enquanto se enrolava em seu casaco, tentando se convencer de que tremia por causa frio do sereno.</p>
<p>- Nossa, estamos histéricos hoje a noite, não? – Soa uma voz de dentro do carro. La estava Miguel, recostado de forma debochada no banco do carona com seu cabelo por cortar, barba por fazer e uma camiseta surrada, como se estivesse voltando de um domingo na praia com os amigos. Ele ri bem alto depois de falar e então continua – Você não devia ficar assim só por causa de um pneu furado. Pode acabar enfartando, sabia?</p>
<p>Lucia para e lentamente vai até a mala. Ela hesita um pouco e então a abre e rapidamente pega o estepe, o macaco e começa a trocar o pneu do carro de forma mecânica, como se não fosse ela quem estivesse ali e tudo fosse um filme ou um sonho louco.</p>
<p>- Olha&#8230;  Gostei de ver essa sua iniciativa. – Fala Miguel com sarcasmo – Não vai querer que eu ajude, meu bem?</p>
<p>- Não quero nada seu. – Responde Lucia sem desviar o olhar do trabalho que fazia.</p>
<p>- Isso lá é jeito de tratar alguém que só está tentando ser cavalheiro, coelhinha?</p>
<p>Ela para de repente, e se levanta, como se fosse partir pra cima dele, mas então desiste e continua o trabalho.</p>
<p>- Nunca mais me chame disso. – Ela fala, rangendo os dentes, mas sem desviar o olhar.</p>
<p>- Mais essa agora! Resolveu ficar com raiva desse apelido carinhoso é? Pois não importa o que você diga, pra mim você sempre vai ser minha coelhinha.</p>
<p>Miguel começa a rir enquanto Lucia termina de trocar o pneu. Ela se levanta e joga as ferramentas furiosamente dentro da mala, a fecha com violência e então vai para dentro do carro. No banco do motorista ela segura o volante com força, tremendo, respira fundo e então dá a partida no carro, saindo dali com uma arrancada.</p>
<p>- Oba! Agora podemos continuar nosso passeio feliz, não é coelhinha? – Fala Miguel, ainda com um malicioso sorriso em seu rosto. Lucia não responde, apenas continua dirigindo com uma expressão seria no rosto. – Que é isso coelhinha, até parece que não gosta mais de mim. Desse jeito você me machuca.</p>
<p>- Para&#8230; – Fala Lucia, quase em um sussurro, sem desviar o olhar da estrada.</p>
<p>- Ah coelhinha, deixa disso, me deixa ver esses seu olhinhos brilhantes.</p>
<p>- Para&#8230;</p>
<p>- Se você continuar me tratando assim vou acabar achando que você não me ama mais, sabia?</p>
<p>- Para! – Ela grita, perdendo momentaneamente o controle, tanto de si mesma quanto do carro. Após se recuperar ela nota luzes a seguindo e ouve o barulho de sirenes.</p>
<p>- A policia! Ah, agora nosso passeio feliz vai ficar bem divertido! – Fala Miguel &#8211; Ah sim, e o que você vai fazer agora, hein? Vai fugir, coelhinha?</p>
<p>Ela para o carro, ainda ofegante, e logo o policial está de pé em frente a janela do carro.</p>
<p>- Os documentos, moça. – Fala o policial</p>
<p>- Aqui, seu guarda. – Fala Lucia, nervosa – Algum problema?</p>
<p>- Nenhum, &#8211; Diz o policial enquanto examina os documentos – tirando aquela sua manobra e o seu excesso de velocidade&#8230;</p>
<p>- Desculpa. Eu não estou acostumada a dirigir em estradas, ainda mais a essa hora&#8230;</p>
<p>- Tudo bem. Vou só te dar uma advertência, mas dirija com mais cuidado daqui pra frente. Essa estrada é bastante perigosa.</p>
<p>- Muito obrigada, policial.</p>
<p>Ela se afasta lentamente e continua seguindo pela estrada, noite a dentro.</p>
<p>- Que sorte! – Fala Miguel – Ele caiu no truque da vitimazinha e nem pediu propina! Mas se bem que não precisamos de sorte quando lidamos com uma especialista, não é?</p>
<p>Ela não responde, mantendo os olhos na estrada, mas suas mãos tremem um pouco. Logo ela sai da estrada principal e entra em uma estrada de barro meio escondida pelo mato.</p>
<p>- Adorei o cenário. – Fala Miguel – Estou começando a pensar que você fez isso só pra ficar sozinha aqui comigo. Chega até a ser excitante.</p>
<p>- Cala a boca! – Grita Lucia.</p>
<p>- Huuuum&#8230; Pensei que fosse pedir pra eu dizer o seu nome. Vai querer me algemar agora, também?</p>
<p>Ela para o carro em um descampado coberto de mato, coloca as luvas de jardinagem e pega a pá que estavam no banco traseiro e desce. Ela cava o mais rápido que pode um buraco razoavelmente profundo e então vai até a mala do carro e retira de lá um grande fardo enrolado por um lençol e o joga dentro do buraco que cavou. Ela vê através de um rasgo no lençol surgir a cabeça de Miguel, com um buraco na testa e a face coberta de sangue seco. Ele olha para ela e sorri com o mesmo sorriso de um tubarão cercando sua presa.</p>
<p>- Isso é jeito de se despedir de mim? – Fala ele – Pelo menos venha aqui e me dê um beijinho, minha coelhinha.</p>
<p>Miguel começa a gargalhar. Lucia grita e começa a golpear ele com a pá, uma, duas&#8230; Incontáveis vezes, até que aquela risada parasse de soar em sua cabeça. Ela então vomita uma bile amarga enquanto chorava e soluçava sem controle. Quando finalmente se recupera, cobre a cova som terra e mato e vai embora o mais rápido que seu carro permite. Logo ela sai da estrada de terra, mas só relaxa quando vê as luzes da cidade ao longe.</p>
<p>- Finalmente terminou. – Fala Lucia para si mesma – Finalmente eu estou livre.</p>
<p>- Eu não teria tanta certeza, coelhinha.</p>
<p>Ela congela ao ouvir essa voz soar do banco de trás e para o carro.</p>
<p>- Você pode correr, coelhinha, mas nunca vai deixar de ser minha.</p>
<p>Ela se vira e vê Miguel sentado displicentemente no banco de trás do carro, com seu cabelo por cortar, sua barba por fazer e um sorriso igual ao de um tubarão cercando sua presa. Lucia deixa as lagrimas caírem, sem forças para fazer mais nada ela observa impotente.</p>
<p>- Ah, é ótimo ver que eu ainda mexo com você. – Falou Miguel antes de soltar sua gargalhada mais uma vez, fazendo Lucia ter certeza que aquele som nunca a abandonaria.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/estacaodaschuvas.wordpress.com/229/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=estacaodaschuvas.wordpress.com&amp;blog=6592549&amp;post=229&amp;subd=estacaodaschuvas&amp;ref=&amp;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
			<wfw:commentRss>http://estacaodaschuvas.wordpress.com/2011/04/30/estrada/feed/</wfw:commentRss>
		<slash:comments>3</slash:comments>
	
		<media:content url="" medium="image">
			<media:title type="html">Marden</media:title>
		</media:content>
	</item>
	</channel>
</rss>
